
Cada pessoa vê o mundo de um jeito específico e este lhe parece tão claro, tão real
que imagina que o outro também deve enxergá-lo da mesma forma.
O mundo que alguém vê não coincide com o que o outro vê. Pode ser parecido, mas não o mesmo.
O que é claro para uma pessoa só é claro para ela. Não significa que o seja igualmente para o outro, nem que representa a mais pura realidade.
Cada um enxerga os fatos da vida de uma forma bem particular e passamos grande parte da nossa vida utilizando-nos de três filtros: a distorção, a omissão e a generalização.
Vamos a um exemplo bem simples:
Alguém pode relatar um fato: – Meu namorado não me dá flores. Esse é o fato real. Utilizando o filtro distorção, a pessoa poderia relatar: - Meu namorado não me dá flores, ele não me ama.
Esse mesmo fato, através do filtro da omissão seria: - Meu namorado não me dá flores, ele nunca faz nada para me agradar.
É claro que esse namorado pode até dar a essa namorada muito mais que flores, porém ela omite tudo aquilo que já recebeu e foca apenas nas flores.
Por fim, o filtro generalização seria: - Todos os homens são iguais.
Esses filtros podem limitar e ditar a maneira como enxergamos nossa própria vida, como interpretamos os fatos e como julgamos as pessoas.
Cada um de nós vive em uma realidade separada. Nosso cérebro filtra informações e cria representações dessa informação dentro de nossa mente. Primeiro experimentamos essas representações com o pensamento e depois com as emoções.
E como nós todos distorcemos, deletamos e generalizamos de forma diferente, possuímos visões completamente diferentes do que se passa a nossa volta.
Em outras palavras, o jeito como pensamos determina o que vemos, ouvimos e sentimos, não importando o que realmente se passa a nossa volta no mundo.
Mais profundamente, podemos dizer que existe o que acontece e o que pensamos que acontece.
A relevância nisso é que nossas decisões, sentimentos e ações na vida são baseados em nossos pensamentos, e não em fatos objetivos.
A física quântica demonstra que não podemos estudar nada objetivamente porque o “observador sempre influencia o observado”.
Shakespeare já escreveu sobre isso, analisando que “Não existe nada que seja bom ou mal, apenas o pensar faz delas reais”.
Enfim... o mundo é o que pensamos que ele é.
Nossas expectativas criam nossa experiência e se algo acontecer que contrarie essas expectativas iremos, muito provavelmente, encontrar um jeito de explicá-las para caber na nossa visão de mundo.
E, quaisquer tentativas que façamos para provar nossas teorias a respeito do mundo, objetivamente, nunca terão aceitação universal, pois estaremos criando esse mundo através dos nossos pensamentos de um modo e as outras pessoas estarão criando, através de seus próprios pensamentos, de outro modo.
Estaremos sempre tendendo a ver aquilo que estamos procurando.
Se você está tendo uma experiência maravilhosa, parabéns, pois está criando essa experiência a partir do seu modo de olhar a vida. Se você está tendo uma experiência terrível, parabéns também, pois estará apenas criando isso, e poderá começar a modificá-la a qualquer momento, se quiser.
Lembram da história do copo meio cheio ou meio vazio? O copo está lá com metade da água, mas a interpretação é somente sua. Ele está meio cheio ou meio vazio?
A partir do momento que começamos a entender como nossos pensamentos criam a nossa realidade, não seremos mais vítimas da “vida”.
Ao analisarmos que temos o poder de mudar o impacto das situações sobre nós mesmos, poderemos optar por compreender o mundo e os fatos da melhor maneira possível.
Assim, seremos mais felizes.
E você? Quando um copo se quebra, o que significa? Vai estragar o seu dia utilizando-se dos filtros limitantes ou vai pensar: É apenas um copo que se quebrou.
Boa sorte!!!
Hai!
Sandra Lúcia
Adoro sua maneira de expor as idéias e como voce tem o dom de transformar todos a sua volta! Tive o prazer de ter os treinamentos do Itau ministrados por voce! Parabens! são pessoas assim que essa Cia. precisa. Um grande Beijo! Juliana Ramos
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